Planner Premium: qual plano escolher entre Plano 1, Plano 3 e o Copilot
Decidiu contratar o Planner Premium, mas descobriu que não existe apenas "o" plano premium? Dentro do pacote existem níveis diferentes — Plano 1, Plano 3 e um Plano 5 que já não está mais à venda — cada um com um conjunto próprio de recursos e um preço próprio. Neste guia, explicamos o que muda entre eles, o que cada um entrega na prática e como escolher o mais adequado para a sua empresa.
Por que o Planner Premium tem mais de um plano
O Microsoft Planner, na sua versão tradicional, já vem incluído em praticamente qualquer assinatura corporativa do Microsoft 365 e oferece o básico: criação e organização de tarefas, colaboração em tempo real, modelos e diferentes modos de exibição. O problema é que, quando uma empresa decide evoluir para uma gestão de projetos mais robusta, ela esbarra em uma página de planos que não é tão simples quanto parece — o Planner Premium não é uma única oferta, mas um conjunto de três níveis diferentes, além de um complemento de inteligência artificial que pode ser contratado à parte.
Esses níveis são chamados de Plano 1, Planner e Project Plano 3 e Planner e Project Plano 5. Os nomes e números não seguem uma lógica intuitiva — são apenas a nomenclatura comercial adotada pela Microsoft — mas entender o que cada um libera é essencial antes de fechar a contratação.
O Plano 5 foi descontinuado para novas vendas. Ele ainda existe e continua funcionando normalmente para quem já tinha contratado antes da descontinuação, mas não é mais possível adquiri-lo hoje na página oficial de planos da Microsoft. Ele era voltado para gestão de portfólio em nível macro (alocação de recursos entre projetos, relatórios consolidados de portfólio), e a Microsoft vem migrando gradualmente esses recursos para os outros planos e para os agentes de IA.
As quatro opções na página de planos da Microsoft
Ao acessar a página oficial de comparação, você encontra quatro cartões: o Planner tradicional (já incluso no 365 corporativo, sem custo adicional), o Plano 1, o Plano 3 (que inclui também o Microsoft Project) e o complemento Microsoft 365 Copilot — este último não é exclusivo do Planner, mas libera recursos de IA específicos dentro dele.
| Nível | O que inclui | Indicado para |
|---|---|---|
| Planner tradicional | Criação de tarefas, colaboração em tempo real, modelos, múltiplas visualizações | Já incluso no 365 — uso básico do dia a dia |
| Plano 1 | Subtarefas, modelos premium, dependências limitadas, visões avançadas (gráfico de Gantt, pessoas), metas intermediárias, campos personalizados | Times que querem mais estrutura sem gestão formal de projetos |
| Plano 3 (Planner e Project) | Tudo do Plano 1 + criação de portfólios, linha de base e caminho crítico, dependências avançadas, histórico de tarefas, acesso ao app Microsoft Project | Gestão de projetos e portfólio mais robusta |
| 365 Copilot (complemento) | Relatórios gerados por IA, Planner Agent (cria e atualiza tarefas e quadros automaticamente) | Quem quer IA aplicada à gestão do plano — contratado separadamente |
Os valores de referência mencionados no vídeo são de aproximadamente US$ 10 por usuário/mês para o Plano 1 e US$ 30 por usuário/mês para o Plano 3 (faturamento anual). Como preços da Microsoft variam por região, moeda e tipo de contrato — e podem mudar ao longo do tempo — o ideal é sempre confirmar o valor atualizado diretamente na página oficial de planos e preços do Planner antes de fechar a contratação.
O que o Plano 1 entrega na prática
O Plano 1 é o primeiro degrau acima do Planner tradicional. Ele já resolve boa parte da necessidade de quem quer sair do "quadro de tarefas simples" para algo mais próximo de uma gestão de projetos leve. Entre os recursos liberados estão:
- Subtarefas vinculadas a uma tarefa principal — diferente de um checklist, permite criar uma estrutura hierárquica real entre tarefas.
- Modelos (templates) de nível premium, prontos para acelerar a criação de novos planos.
- Visualização de portfólios já existentes — sem poder criar novos, apenas acompanhar.
- Dependências entre tarefas, ainda que de forma mais limitada que no Plano 3.
- Visualizações avançadas, como gráfico de Gantt e a visão de pessoas, além do calendário evoluindo para um cronograma com gráfico de Gantt.
- Metas intermediárias dentro de um projeto e campos personalizados — para muitas equipes, esse é um dos recursos mais relevantes do plano.
O que muda no Plano 3 (Planner e Project)
Se a necessidade é gestão de projetos propriamente dita — o tipo de trabalho que tradicionalmente era feito no Microsoft Project — o Plano 1 já não é suficiente. O Plano 3 inclui tudo do Plano 1 e adiciona:
- Criação de novos portfólios, não apenas visualização.
- Linha de base e caminho crítico de um projeto, para quem trabalha com gráfico de Gantt de forma mais analítica.
- Dependências avançadas entre tarefas, sem as limitações do Plano 1.
- Histórico completo de tarefas — quem criou, quem modificou, o que foi alterado e quando, para toda a atividade do plano.
- Acesso ao aplicativo Microsoft Project, na versão desktop.
Atenção para quem ainda usa o Project Online: essa versão será descontinuada em 30 de setembro de 2026. A solução está sendo migrada para o Planner Premium — a versão desktop do Project continua funcionando normalmente, mas o Project Online deixará de existir depois dessa data.
E o complemento do Copilot?
O 365 Copilot não é, tecnicamente, parte do Planner — é a licença de IA para toda a organização no 365, com custo separado dos planos do Planner (ele aparece na mesma página de comparação porque libera recursos específicos dentro da ferramenta). Mesmo quem já tem o Plano 3 (ou tinha o Plano 5) ainda encontra funções exclusivas do Copilot, como a geração de relatórios do plano via IA e o Planner Agent, um agente que cria e atualiza quadros e tarefas dentro do plano de forma autônoma. Plano do Planner e licença do Copilot podem ser contratados juntos ou separadamente — são cobranças independentes.
Como escolher entre Plano 1 e Plano 3
Na prática, a decisão gira em torno de uma pergunta: sua empresa precisa apenas de mais estrutura no dia a dia (campos personalizados, metas, dependências simples), ou precisa de gestão de projetos formal, com portfólio, linha de base e histórico de auditoria? No primeiro caso, o Plano 1 já entrega o necessário com um custo bem menor. No segundo, principalmente para quem migra do Project Online ou trabalha como PMO, o Plano 3 é o caminho — e vale considerar o complemento do Copilot como uma decisão à parte, avaliando se os relatórios por IA e o Planner Agent agregam valor real para a operação.
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